09.11.2016   |   Alemanha

Crescimento interno

Automatização: Com uma combinação elegante de software CAD e uma unidade de recorte, o carpinteiro Marco Büsing especializou-se na produção de treliças com um elevado grau de pré-fabrico. Uma das vantagens: Conseguiu afastar-se da guerra de preços geral graças às suas características exclusivas.

"Es ist zum einen wichtig zu wissen, dass der Auftrag, der heute über die WBS 140 läuft, morgen auch ausgeliefert werden kann. Zum anderen wird auch unsere mittelfristige Auftragsplanung durch klar definierte Produktionszeiten vereinfacht."

Marco Büsing, Büsing Zimmerei GmbH

Até uma empresa pequena, com oito funcionários, pode alcançar grandes feitos. Pode ter o mesmo volume de negócios que um concorrente com 15 funcionários e talvez até um pouco mais de lucro. Pelo menos é esta a opinião de Marco Büsing, que antigamente tinha muito mais funcionários na sua carpintaria: "E nessa altura as vendas não eram superiores, nem ganhávamos mais dinheiro."

Do manual à automatização

Desde essa época até à actualidade houve uma transição da produção manual para a produção automatizada, que se reflecte na aquisição de uma WEINMANN WBS 140 na oficina. A sucessora desta máquina de recorte, a WBZ 160 powerSIX, já está encomendada em Lonsingen.
Marco Büsing optou por estas duas máquinas para carpintaria, por um lado, por motivos de espaço: "Adaptam-se muito melhor à oficina do que as máquinas da concorrência e, além disso, não requerem tanta preparação."
Outro factor foi a qualidade de processamento. Neste aspecto, as máquinas WEINMANN causaram uma excelente impressão em Marco Büsing. "Embora aqui seja possível processar 'apenas' formatos até 200 x 455 mm, raramente temos de processar peças com dimensões superiores. E, além disso, existem soluções alternativas."
Antes de a sua empresa, sediada em Barßel, na Baixa Saxónia, adquirir a WBS 140 há dois anos e meio, produzia as treliças de forma tradicional, com serras circulares e berbequim.

Elevado nível de pré-fabrico, qualidade e fiabilidade

Já nessa altura Marco Büsing desenhava todas as treliças com um programa CAD da Weto, que utiliza intensivamente há 15 anos. "Na época, o planeamento não era tão detalhado como actualmente, porque no recorte manual é possível rectificar muitas coisas no processamento ou mesmo no estaleiro. No entanto, actualmente tenho de fazer um planeamento exacto na fase de preparação do trabalho. Deixam de ser necessárias alterações após o recorte."
Isto deve-se, entre outros motivos, ao facto de a carpintaria de Büsing não entrar na guerra de preços geral, numa região com elevada concentração de fornecedores de recorte e forte concorrência, e isto por ter aumentado bastante a qualidade face à concorrência: "Apesar de termos um preço talvez 0,20 €/m mais caro no recorte, oferecemos aos nossos clientes serviços de que a concorrência não dispõe ou pelos quais cobra um valor adicional."
Os clientes são habitualmente empreiteiros do sector da edificação em madeira convencional, aos quais a Büsing fornece cerca de 100 treliças por ano para edifícios residenciais. Nesta área de actividade, além da qualidade, importa a fiabilidade, motivo pelo qual a Büsing precisa de poder confiar no seu sistema de produção: "Por um lado, é importante saber que a tarefa executada hoje na WBS 140, amanhã pode ser entregue.
Por outro lado, o nosso planeamento de tarefas a médio prazo é simplificado por tempos de produção claramente definidos. No entanto, a este respeito, confiamos menos nos cálculos do software e mais na nossa experiência. Em última instância, o software não consegue prever que entretanto um camião tem de ser descarregado e que durante esse tempo a máquina fica parada."
Ao falar em "serviços" especiais, Büsing refere-se principalmente a um grau de pré-fabrico superior e a uma precisão ainda maior: "Quando os nossos clientes vêem quão bem os nossos componentes são preparados, quão rapidamente e sem problemas tudo é montado e que praticamente não temos qualquer trabalho de rectificação, ficam com uma boa imagem do nosso trabalho."

Interacção perfeita entre o software e a máquina

O primeiro passo para esta imagem é o planeamento em CAD de todo o telhado com o Viscon V10 da Weto. Büsing normalmente executa esta tarefa sozinho, mas tem também dois funcionários com experiência neste programa, que o podem substituir se for necessário.
Surpreendentemente, nenhum dos três teve qualquer formação neste programa: "Quando comecei a utilizar este software há 15 anos, denominava-se 'Easy Abbund' e este nome era bastante apropriado: o software é verdadeiramente fácil. Aprendi a utilizá-lo ao longo dos anos com a prática.
Como complemento, o wupWorks da WEINMANN é um software excepcional, que converte os dados BTL de todos os programas CAD comuns em programas CNC de forma totalmente automática." A transferência e conversão dos dados é efectuada automaticamente e deixa de ser necessário qualquer processamento posterior.
Se pretendido, o utilizador pode naturalmente adaptar os detalhes aos requisitos individuais da sua empresa durante o processamento. Por exemplo, na atribuição automática de ferramentas, pode substituir uma serra por uma fresa e defini-lo como padrão para processamentos futuros. Para o efeito, as ferramentas, os processamentos e as peças são apresentados na representação gráfica do programa, para que o resultado possa ser verificado na interface de operação antes do arranque da máquina.
Assim, com pouco esforço, Marco Büsing pode definir telhado individuais no Viscon V10 com base em várias formas padrão e transmiti-los à WBS 140. O mesmo é válido para gabletes e trapeiras em diferentes formas. Isto permite que uma ampla gama de formas de trapeiras e mansardas sejam introduzidas e executadas facilmente, tal como vigas mestras de telhado, intersecções, intersecção de prancha, etc. Os detalhes padrão, como a forma de uma trapeira comum numa determinada região, podem ser registados como predefinição no programa CAD.
Büsing admite que outros programas CAD possam ter mais funcionalidades, "mas para isso seria necessária também uma formação extensiva. Foi decisivo para nós o facto de quase nunca atingimos os nossos limites com este programa CAD. Claro que também não planeamos telhados industriais, mas sim telhados para habitações unifamiliares, para os quais são necessárias soluções mais normalizadas a nível arquitectónico e de construção."

Solução de um problema pessoal

Apesar disso, Büsing não se considera um fornecedor de componentes padrão, porque o grau de pré-fabrico habitualmente fornecido pela empresa situa-se claramente acima do padrão regional e estende-se à pré-confecção das ripas para o telhado. "Quando a nossa treliça chega ao estaleiro, as placas frontais também já estão prontas e o espaçamento entre telhas já está devidamente dividido. Isto significa que os nossos clientes não precisam de fazer muitos cálculos – desde que nos concedam tempo suficiente na fase inicial e nos informem se houver qualquer alteração nas telhas durante o planeamento."
Marco Büsing verifica regularmente nos cálculos finais que, apesar do esforço superior na preparação do trabalho, este grau de pré-fabrico é mais rentável: "Quanto melhor nos prepararmos e quanto mais exacto for o carregamento, mais sobra para nós no final."
O carregamento é efectuado pelos dois funcionários responsáveis pela operação e alimentação de material na WBS 140 nas instalações. Como a máquina para carpintaria da WEINMANN está equipada com um sistema de transporte totalmente automático, ambos os funcionários ficam livres. Podem até aparafusar os componentes do telhado até um certo ponto, diminuindo bastante o tempo de montagem no estaleiro. Isto poupa não só tempo e dinheiro, como também resolve a Marco Büsing o enorme problema de mão-de-obra: "Se tivéssemos operários suficientemente qualificados para a montagem no estaleiro, talvez não tivéssemos chegado a este ponto. No entanto, fomos forçados a aumentar continuamente o grau de pré-fabrico para minimizar a taxa de erro e o perigo de acidentes no estaleiro."

Transferência de dados sem problemas

Actualmente, apesar de ter poucos funcionários nos picos de trabalho, diariamente há um camião que sai da carpintaria e o camião do dia anterior regressa vazio e é carregado de imediato. Este ciclo não deixa espaço para qualquer interferência na cooperação entre o software CAD e a máquina.
E se alguma coisa correr mal? "Regra geral não temos muitos problemas", afirma Marco Büsing. "Por um lado, isto deve-se ao facto de, no sossego do escritório, planearmos até ao mais ínfimo detalhe o que posteriormente será produzido na WBS 140.
Por outro lado, o wupWorks é muito seguro, porque em caso de problemas, emite com bastante antecedência uma mensagem de erro e interrompe o processamento se houver possibilidade de colisão ou caso um componente não possa ser produzido na totalidade."

Mais capacidade e novas oportunidades de trabalho

Então, está tudo a funcionar bem? "Em princípio sim, estamos muito satisfeitos com a qualidade da nossa WBS 140 e outras empresas a quem fornecemos recorte pensam exactamente da mesma forma. No entanto, actualmente estamos a atingir o limite da nossa capacidade de serragem.
Daí a aquisição da WBZ 160 powerSIX, que reduzirá ainda mais os tempos de processamento. Isto permite que os funcionários tenham mais tempo para a pré-montagem e para o carregamento. Nos picos de trabalho, isto representa uma diminuição considerável do stress."
Bem-vindas são também as possibilidades de processamento adicionais oferecidas pela unidade subterrânea, que resultam numa significativa poupança de tempo no recorte de treliças. Equipada com uma fresa de discos de 6,6 kW e um accionamento de 7,5 kW para fresa cónica, fresa de cauda de andorinha e broca, esta unidade permite o processamento dos seis lados dos componentes sem mudança de inclinação e facilita, assim, o tratamento dos materiais.
Equipada adicionalmente com um fuso principal, um trocador de ferramentas de 12 compartimentos, uma serra de 5 eixos e um sistema de posicionamento de alta definição, a WBZ 160 powerSIX permite um processamento dos componentes praticamente sem restrições com elevada precisão.
Marco Büsing também está bastante satisfeito com a optimização do corte – de acordo com o fabricante, o grau de utilização situa-se nos 98%. Para minimizar a perda de tempo na troca de ferramentas, o carpinteiro trabalha principalmente com matéria-prima de 13 m de comprimento: "Assim, quando precisamos de três componentes de quatro metros de comprimento, numa barra deste tipo efectuamos cada operação três vezes antes de trocarmos a ferramenta. No final, separamos a barra nos componentes individuais.
Naturalmente, com este método de trabalho temos de assegurar que os nossos resíduos de madeira são utilizados de forma adequada." Um problema que possivelmente será resolvido com a nova máquina.

Fonte:
Bauen mit Holz, edição de 11/2016

Autor:
Dr. Joachim Mohr, Tübingen

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Die Büsing Zimmerei GmbH wurde am 01.09.2008 von Marco Büsing gegründet. Büsing beschäftigt inzwischen acht Mitarbeiter im Bereich Holzbau, Altbausanierung und Innenausbau. Der Einsatzschwerpunkt liegt in einem Umkreis von ca. 200 km um Barßel. Neben den klassischen Zimmererarbeiten bietet die Zimmerei Büsing heute vor allem individuelle Lösungen und Ideen für den Alt- und Neubau.

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